Quanto custa uma empregada doméstica ou de limpeza em Portugal em 2026: preço à hora por região, o custo real com Segurança Social e uma calculadora.

Quanto custa uma empregada doméstica em Portugal em 2026?

Quanto custa uma empregada doméstica em Portugal em 2026 — preço à hora por região, valores a tempo inteiro e o custo total com contribuições, subsídios e seguro.

Resposta rápida: Em Portugal, uma empregada doméstica ou de limpeza custa tipicamente entre 7 e 12 € por hora, sendo 10 € o valor mais comum. A tempo inteiro, o salário vai dos 920 € (o mínimo legal em 2026) a cerca de 1 300 € por mês. Mas o custo real para quem contrata é quase 40% superior ao salário, por causa das contribuições, dos subsídios e do seguro obrigatório.

Preço à hora em Portugal em 2026

A maior parte das estimativas que se encontram online assenta em amostras pequenas ou em médias de agregadores. Os valores abaixo vêm dos 814 perfis ativos com valor à hora definido na Domestyca em Portugal — é o que os profissionais efetivamente pedem, não uma estimativa teórica.

Profissionais

Valor à hora pedido

10% pedem até

7,00 €

25% pedem até

8,50 €

Mediana

10,00 €

75% pedem até

10,00 €

90% pedem até

12,00 €


Em resumo: 8 em cada 10 profissionais pedem entre 7 e 12 € por hora, e 10 € é de longe o valor mais escolhido. A experiência média destes perfis é de 6 anos. Acima de 12 € por hora, encontram-se sobretudo serviços especializados ou zonas centrais de Lisboa.

"Empregada de limpeza" ou "empregada doméstica"? A diferença importa menos do que parece

Muita gente procura "empregada de limpeza" a pensar que é uma categoria diferente. Para a lei portuguesa, não é: ambas estão no regime do serviço doméstico, e é esse regime que determina o contrato, as contribuições e os direitos.


O serviço doméstico abrange um conjunto largo de funções prestadas numa casa particular:

  • Limpeza e arrumação da casa

  • Tratar da roupa — lavar, passar a ferro

  • Cozinhar

  • Cuidar de crianças

  • Acompanhar pessoas idosas ou dependentes

  • Tratar de animais domésticos e do jardim


O que define o enquadramento legal é o trabalho ser prestado no domicílio de uma família, e não o nome que se dá à função. Uma pessoa contratada só para limpar tem exatamente as mesmas obrigações contratuais e contributivas que uma empregada doméstica a tempo inteiro — proporcionalmente às horas.

Preço à hora nas principais cidades

Os valores variam com o custo de vida local e com a procura. Abaixo, o valor mediano pedido em cada cidade e o intervalo em que se situa metade dos profissionais — a partir dos perfis ativos na Domestyca. Cada cidade liga diretamente aos profissionais disponíveis nessa zona.


Onde é mais caro: Cascais, Oeiras e o Algarve. Nestas três zonas, um quarto dos profissionais pede 12 € ou mais por hora — em Cascais, metade pede 10 € ou mais. Onde é mais barato: Vila Nova de Gaia e Gondomar, com medianas de 9 € por hora. Fora das áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto, os valores de referência descem para os 6 a 10 € por hora.

No Algarve, os valores sobem na época alta e em casas de férias com limpezas entre estadias.

Tempo inteiro: quanto custa ao mês

Para um horário completo de 40 horas semanais, o ponto de partida é o salário mínimo nacional de 2026: 920 € por mês. Isso corresponde a um valor mínimo de 5,31 € por hora (920 € × 12 meses ÷ 52 semanas ÷ 40 horas).

Na prática, os anúncios reais situam-se entre os 920 € e cerca de 1 300 € por mês, dependendo da experiência, das funções acumuladas e da zona. Algumas "médias de mercado" publicadas online aparecem bastante acima disto — encare-as como teto, não como valor típico.

Empregada interna: o salário não é a conta toda

Numa empregada interna, o alojamento e a alimentação contam como remuneração em espécie e somam-se ao salário em dinheiro. Como referência prática, o valor em dinheiro ronda os 900 a 1 300 € por mês, além de quarto e refeições — mas depende muito das funções e da disponibilidade acordada.

Se está a decidir entre as duas modalidades, veja empregada doméstica interna ou externa.

O custo real: o salário é cerca de 70% da conta

Este é o ponto que quase todas as estimativas online deixam de fora. Ao contratar legalmente, há três custos que se somam ao salário:

  • Contribuições para a Segurança Social — 33,3% no regime real (22,3% do empregador + 11,0% da trabalhadora) ou 28,3% no regime convencional (18,9% + 9,4%), este último calculado sobre um valor indexado ao IAS e não sobre o salário efetivo.

  • Subsídios de férias e de Natal — dois pagamentos extra por ano, além de 22 dias úteis de férias.

  • Seguro de acidentes de trabalho — obrigatório e independente da Segurança Social.


Para trabalho à hora, existe ainda um mínimo contributivo: a base é de 3,10 € por hora em 2026 e, para 30 horas mensais, a base contributiva é de 93,00 €, o que dá 26,32 € de contribuições (17,58 € do empregador e 8,74 € da trabalhadora).


Exemplo prático: o custo total de um salário de 920 €

Para um contrato a tempo inteiro no salário mínimo, em regime real:

  • Salário bruto: 920,00 €

  • Contribuições a cargo do empregador (22,3%): 205,16 €

  • Proporção dos subsídios de férias e de Natal (2 meses ÷ 12): 153,33 €

  • Total mensal: cerca de 1 280 € — ainda sem o seguro de acidentes de trabalho


São quase 40% acima do salário. À trabalhadora são ainda descontados 101,20 € (11,0%), pelo que o total entregue à Segurança Social é de 306,36 € por mês.


Para calcular os valores exatos para as suas horas e o seu caso, use a calculadora abaixo. Para o detalhe das taxas e dos prazos, veja quanto se paga à Segurança Social e se o seguro é obrigatório.

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À hora ou ao mês: o que sai mais barato

Para poucas horas por semana e tarefas pontuais, pagar à hora é mais simples e mais barato. A partir de cerca de meio horário, um contrato mensal tende a sair mais vantajoso por hora efetiva de trabalho — e evita a gestão de horas variáveis todos os meses.

Se ainda não sabe de quantas horas precisa, este guia ajuda a estimar.

Agência ou contratação direta

Uma agência cobra normalmente mais por hora, mas trata do seguro, das contribuições e da parte administrativa. Na contratação direta o valor à hora é menor — é a diferença entre os 7 a 12 € acima e os valores de agência — mas as obrigações legais passam a ser do empregador.

Se optar pela contratação direta, o guia completo de contratação legal cobre o processo de início ao fim, e a minuta de contrato está pronta a preencher.

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Conclusão

Conte com 7 a 12 € por hora em Portugal — 10 € é o valor mais comum — ou 920 a 1 300 € ao mês a tempo inteiro. O número que interessa, no entanto, é o custo total: para um salário de 920 €, o empregador paga cerca de 1 280 € por mês. A contratação legal custa mais do que o salário, mas protege as duas partes e é a única forma de evitar responsabilidade em caso de fiscalização ou litígio.

Fontes oficiais

Este guia tem fins meramente informativos e não constitui aconselhamento jurídico. As regras e os valores (IAS, salário mínimo, taxas de contribuição) são atualizados periodicamente e podem ter mudado desde a última atualização. Confirme sempre a informação junto das fontes oficiais indicadas e, em caso de dúvida, procure aconselhamento profissional.

Leia também

FAQ

Quanto custa uma empregada de limpeza à hora em Portugal em 2026?

Tipicamente entre 7 e 12 € por hora, com uma mediana de 10 €. Os valores sobem em zonas centrais de Lisboa e no Algarve e descem no interior e no norte. Dados dos 814 perfis ativos com valor à hora definido na Domestyca.

Qual é o valor mais comum à hora?

10 € por hora. É simultaneamente a mediana e o valor mais escolhido pelos profissionais. Um quarto pede 8,50 € ou menos e um décimo pede 12 € ou mais.

Quanto custa uma empregada doméstica a tempo inteiro?

O salário situa-se entre 920 € (o mínimo legal em 2026) e cerca de 1 300 € por mês. Ao salário acrescem as contribuições para a Segurança Social, os subsídios de férias e de Natal e o seguro de acidentes de trabalho.

Qual é o salário mínimo de uma empregada doméstica em 2026?

920 € por mês para um horário completo de 40 horas semanais, o que corresponde a um mínimo de 5,31 € por hora. Pagar abaixo deste valor não é legal num contrato a tempo inteiro.

Quanto paga o empregador à Segurança Social?

No regime real, 22,3% do salário. Para um salário de 920 €, são 205,16 € por mês a cargo do empregador, mais 101,20 € descontados à trabalhadora. No regime convencional, a taxa do empregador é 18,9% sobre um valor indexado ao IAS.

"Empregada de limpeza" e "empregada doméstica" é o mesmo?

Para a lei portuguesa, sim: ambas estão no regime do serviço doméstico. Esse regime abrange limpeza, cozinha, tratar da roupa, cuidar de crianças, de idosos, de animais e do jardim. O que define o contrato é o trabalho ser prestado numa casa particular, não o nome da função.

O custo total é muito superior ao salário?

Sim — cerca de 40% acima. Um salário de 920 € custa ao empregador aproximadamente 1 280 € por mês, somando as contribuições (205,16 €) e a proporção dos subsídios de férias e de Natal (153,33 €), ainda sem contar o seguro obrigatório.

Onde é mais caro contratar em Portugal?

Cascais, Oeiras e o Algarve são as zonas mais caras: em todas, um quarto dos profissionais pede 12 € ou mais por hora. Lisboa, Porto, Sintra, Setúbal, Amadora, Odivelas e Loures situam-se numa mediana de 10 € por hora. As mais baratas são Vila Nova de Gaia e Gondomar, com medianas de 9 € por hora.

Sai mais barato pagar à hora ou ao mês?

Depende das horas. À hora é mais barato para poucas horas por semana e tarefas pontuais. A partir de cerca de meio horário, um contrato mensal costuma sair mais vantajoso por hora efetiva de trabalho — e simplifica as obrigações.